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Escalada do dólar e os investimentos no Brasil

Pryor escalada do dólar desafia os empreendedores brasileiros. As indústrias que dependem de matérias-primas cujos custos estão atrelados às moedas estrangeiras, como fibras, tecidos e corantes, ou que precisam importar insumos, como as chapas de MDF e MDA utilizadas na movelaria, estão renegociando orçamentos, reduzindo a margem de lucros e até mesmo cancelando pedidos. A carne do frango, por exemplo, sofre com a alta dos preços nos insumos de milho e soja internos. Esse custo excedente o consumidor “sentirá no bolso”.

A fuga dos investidores estrangeiros também teve alta. Embora o dólar sofra valorização 40% superior ao real, as contas públicas demonstram a fragilidade fiscal brasileira, segundo análise de Martín Castellano, chefe do departamento de pesquisas do Institute of International Finance (IFF). O saldo entre aplicações e retiradas de não residentes ficará negativo em US$ 24 bilhões (R$ 134 bilhões) entre janeiro e dezembro, um cenário muito ruim frente às saídas que somaram US$ 11,1 bilhões (US$ 62 bilhões) em 2019, aponta matéria do Jornal Valor Econômico.

Agronegócio – “dos filhos deste solo és mãe gentil” As queimadas no Pantanal despertam o olhar para o potencial econômico do Brasil no agronegócio e o impacto dessa atividade no mundo. O portal alemão Deutsche Welle (DW) trouxe uma análise detalhada de como a agricultura pode ser fundamental para proteger o clima e alimentar o mundo, precisa ser repensada e trabalhada por meioda rotação de culturas e incorporação dos resíduos vegetais para a preservação do húmus.

Segundo a ilustração, apenas 18% do que cresce ao redor do mundo são alimentos. A agricultura mundial terá de ampliar em 80% a produção de alimentos até 2050, para atender as necessidades de uma população projetada para 9,7 bilhões de pessoas. A Food in Agriculture Organization of the United Nations (FAO) prevê, também, que o Brasil deverá responder por metade desse montante. o Relatório da FAO aponta o Brasil entre as 10 maiores economias mundiais e como o 2º maior fornecedor mundial de alimentos e produtos agrícolas.

Em perspectivas de longo prazo, mesmo em ambiente de alto risco e com a desvalorização do real, todas as notícias do mundo apontam para a grandiosidade do país na produção de alimentos mundial.

Em matéria do The New York Times sobre as queimadas no Pantanal, a agricultura sustentável entra novamente em pauta e está justificada pelo aumento exponencial da atividade na região: Os desafios brasileiros são grandes e complexos. Porém, ser o celeiro do mundo dá muito mais do que esperança a quem deseja estabelecer negócios no Brasil.

Prova disso é a SLC Agrícola. O fundo inglês de investimentos Odey Asset Management, sediado em Londres, aumentou a sua participação na produtora mundial de grãos e fibras do Rio Grande do Sul e agora é ocupa o lugar de segundo maior acionista, atrás apenas dos papéis da própria SLC. A empresa faturou R$ 2,5 bilhões em 2019 e segue crescendo com a alta dos grãos.

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